A história que aconteceu na DM9
em Cannes (com relação a tradução,
especificamente) foi engraçada. A gente tinha alguns problemas
de tradução para o inglês de textos e títulos
publicitários, é histórico até isso, afinal
o título por vezes fala uma coisa, mas quer
dizer outra. Isso é fundamental no entendimento
da peça publicitária, e a gente só tinha essa
coisa da tradução literal.
A Let’s Talk ajudou bastante, porque eles entendem
o que o anúncio está querendo dizer e aí
traduzem de maneira que, mesmo não sendo com as mesmas palavras,
ele diz a mesma coisa que em português, e isso é fundamental.
Quando o júri ou um jurado lá em Cannes vê um
anúncio ele o entende melhor, e isso, sem dúvida nenhuma,
ajuda a trazer os Leões para a agência . Eu
acho que isso foi fundamental, foi a diferença que a gente
constatou utilizando o serviço da Let’s Talk.
Eles fizeram uma imersão
com a gente, aqui na DM9. Ficaram aqui dez dias, sei lá
quanto. E a gente ia fazendo em conjunto: nós tínhamos
as campanhas, eles traduziam, e passavam para gente de novo. A gente
via se era mais ou menos aquilo (dentro do nosso entendimento de inglês)
e falava para eles. Eles mudavam de novo, em cima do que a gente tinha
comentado, até chegar num consenso do que era a mensagem. Acho
que o que é fundamental não são
as palavras. O grande erro da tradução para
o inglês é que as pessoas ficam muito presas às
palavras e não à intenção do anúncio.
E às vezes você se perde completamente nisso, porque
tem nuances e tem sutilezas
na Língua Portuguesa que você tem que transmitir
na Língua Inglesa. Se você não fizer
isso, se você simplesmente traduzir , você perde completamente
o sentido do anúncio.
Eles tem uma preocupação muito grande com isso. Foi
fundamental eles estarem aqui do nosso lado, trabalhando
em conjunto, para a gente conseguir essas excelentes traduções.
José
Henrique Borghi
Vice-presidente de criação da Leo Burnett